25 de maio de 2016

Aventureira

Quando segui meu coração
Fui levada a lindas paisagens
a diversos lugares e mundos.

Sinto que faço isso há muito tempo
Será essa a minha essência?
O amor pelo desconhecido?

Tantas pessoas se prendem
a uma realidade opaca
Pelo medo de arriscarem.

Quem dera se elas se expusessem
À guerra sangrenta que é lutar
Pelas palpitação que um sonho provoca.

Cada sorriso que experimentei
O gemido de prazer que busquei
Meus guias foram, meus guias são.

Cada gosto que não senti
O calor que me foi negado
Não me derrubou, me fortaleceu.

Sim, pululando vou
De galho em em galho
Nessa árvore chamada Universo.

As feridas me matam, eu sei
Um pouquinho a cada salto
Despedir-me-ei mais cedo por isso.

Talvez eu adoeça em um desses pulos
Pelas expectativas projetadas
Contudo, morrerei feliz.

É possível que as pessoas pensem
Que não é amor, é pura paixão
Parem de rotular e julgar, apenas vivam!

E eis o meu conselho aos netos
Se eu tiver a graça de tê-los...
Aventurem-se!
Foto por: Luana D. Moreira (2012)

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