16 de maio de 2016

Desabafo

Às vezes eu acho que vou viver na floresta
Em meio ao seres elementais
Que não sofrem as dores da carne.

A pressão da sociedade
Para que eu ofereça meu corpo
Aos caprichos do mundo adulto.

Muitas lágrimas perco
Ao pensar nos traumas do passado
Nas más lembranças que me bloqueiam.

Isso chegou até mim há muito tempo
De uma maneira suja, hedonista
Uma fantasia enraizada na submissão.

Meu coração bate e sangra
Como esquecer-se das experiências?
Todas com gosto de desrespeito.

É uma das maiores agonias
Que levo na minha alma
A pressão de aceitar, para não perder.

Peço de volta os sorrisos doces
Aqueles da infância, cheios de brilho
Repletos de confiança no mundo.

Talvez um dia, abençoado seja
Alguém há de amar-me com pureza
E limpar o meu âmago dessa escuridão.

Se o Universo não me conceder essa graça
A natureza será meu refúgio e a terapia
Para o luto da morte das minhas esperanças.

Foto por: Eliara Freitas

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